Mário Henriques é um matosinhense nado, em dia exacto, um ano antes da revolução abrilina. Desde muito jovem, a par dos estudos académicos que concluiu com o licenciamento em engenharia civil, que devotadamente propende para a música dedilhada, tendo cursado guitarra clássica na Academia de Música de Matosinhos, hoje Escola de Música de Óscar Silva. Interessado e envolvido na ambiência fadista, na esteira e sob a orientação de Francisco Seabra, apaixonou-se pela guitarra portuguesa, à qual passou a dedicar debruçado estudo e exercício.
Em consequência, ao dealbar dos anos 90, integrado no elenco do conceituado retiro portuense «Taverna de São Jorge», no Passeio das Virtudes, iniciou uma aprazível tarimba nas lides do «rigoroso delicado», acompanhando as mais destacadas vozes da época, desta feita empolgado pela mestria de Jorge Barradas. Outrossim, nos seus tempos de estudante universitário, na Faculdade de Engenharia, integrou-se na linha melódica do Fado de Coimbra, tendo então o ensejo de participar em diversas tertúlias e de compôr alguns arranjos sobre temas tradicionais.
A partir de 1996, para alívio da intensidade profissional em que progressivamente se envolvera, passou apenas a intervir em espectáculos espaçados e eventos culturais com notariedade pública. Actualmente e no que concerne a gravações que compartilha em estúdio com os artistas que o solicitam, domina a feitura musical nas três vertentes de acompanhamento: guitarra portuguesa, guitarra clássica e viola baixo.